Getty ImagesSíndrome do impostor está ligada à autoestima, estilo atribucional e neuroticismo
Um artigo publicado na Frontiers in Psychology destacou algumas características-chave de personalidade associadas à síndrome do impostor, que representa a tendência de sentir que você não é tão competente profissionalmente quanto sua experiência, treinamento, prêmios ou opinião de outras pessoas sugerem.
“As características de personalidade correlacionadas à síndrome do impostor mais importantes são autoestima, estilo atribucional (como as pessoas atribuem eventos da vida a uma causa) e neuroticismo (sentir facilmente emoções negativas, como ansiedade e sentimento de culpa, diante de eventos comuns da vida)”, afirmam os autores da pesquisa, liderados por Fabio Ibrahim, da Universidade Helmut Schmidt, em Hamburgo, Alemanha.
Veja o que pessoas que apresentam a síndrome do impostor costumam ter, de acordo com o estudo:
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#1. Autoestima em cheque
Baixa autoestima e um alto grau de neuroticismo.
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#2. Os culpados
Elas também atribuem seus sucessos a fatores externos, como sorte ou acaso, enquanto falhas ou feedbacks negativos são atribuídos a fatores internos, como falta de inteligência ou potencial.
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#3. Honestidade e humildade
Também há evidências de que pessoas com síndrome do impostor "parecem ter menos senso de honestidade e humildade", dizem os pesquisadores. "O menor senso de honestidade combina com a sensação de se sobrecarregar e fingir competência. Sobre a modéstia, impostores são muito modestos até para expressar sua modéstia. Em outras palavras, você é tão modesto que se avalia como menos modesto."
Pessoas com síndrome do impostor duvidam exageradamente de si, a ponto de isso interferir na capacidade de se apresentarem da melhor forma em situações profissionais.
"Autodúvida muito intensa não é boa para a carreira", diz Ibrahim. "Os medos levam a evitar desafios e a não conseguir crescer com eles. Pessoas com alta síndrome do impostor tendem a definir metas muito altas ou muito baixas para si mesmas. Metas muito baixas não representam desafios, e metas muito altas raramente são alcançadas, o que permite atribuir falhas a fatores externos."
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#5. Competência em dúvida
A tendência de duvidar das próprias habilidades e ter medo do fracasso, mesmo quando o fracasso poderia te enriquecer profissionalmente.
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#6. Procrastinação
Tendência de procrastinar no trabalho.
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#7. Alienação
Uma sensação de falsidade ou isolamento de si mesmo.
Tudo isso retrata uma imagem complicada do indivíduo que sofre da síndrome do impostor. Por um lado, essas pessoas tendem a ter uma consciência aguçada de suas forças e limitações, talvez com uma autoconsciência maior do que a maioria. No entanto, essa autoconsciência pode ter um custo, especialmente quando promove a autodúvida e o afastamento de desafios e oportunidades de aprendizado.
Os pesquisadores dão um conselho prático para quem enfrenta a síndrome do impostor: seja inteligente ao definir suas metas. Estabelecer metas de dificuldade moderada provavelmente proporcionará uma visão não distorcida de suas habilidades.
*Mark Travers é colaborador da Forbes USA. Ele é um psicólogo americano formado pela Cornell University e pela University of Colorado em Boulder.
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