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Drink da Semana: Os Segredos do Dry Martini Perfeito, Segundo Alê D’agostino

Mixologista à frente do bar Coda desvenda a história e a execução impecável de um dos coquetel mais clássicos (e minimalistas) do mundo

3 min

Elegante, minimalista e cheio de atitude, o Dry Martini é um daqueles coquetéis que vão muito além do glamour em uma taça. Eternizada por James Bond e por gerações de apreciadores, a bebida carrega história, tradição e um toque de mistério sobre a sua origem. Embora a sua criação exata seja alvo de disputas, a teoria mais aceita aponta que o drink nasceu no final do século 19, nos Estados Unidos. Há quem diga que foi em San Francisco, enquanto outros defendem Nova York.

Fato é que o Dry Martini ganhou o mundo ao combinar dois ingredientes muito simples: o gin e o vermute seco. Mas é justamente nessa economia de elementos que mora o desafio. Para o mixologista Alê D’Agostino, dos bartenders mais respeitados do Brasil e dono do bar Coda, em São Paulo, a aparente facilidade da receita esconde seus segredos.

“A composição do coquetel parece simples, mas o Dry Martini tem uma execução bem complexa. Nos ingredientes, há gin e o vermute seco, mas o fator principal é o equilíbrio”, explica o especialista. As primeiras receitas da bebida, segundo ele, foram feitas com o London Dry, o gin mais seco. A qualidade do destilado escolhido, aliás, é fundamental para o resultado na taça.

Karim RojasAlê D’Agostino, mixologista e dono do bar Coda

A temperatura e a textura também separam um Martini mediano de uma experiência perfeita. “Um bom Dry Martini deve ter textura de seda. A taça, em ‘V’, deve ser fina e de cristal, e eu particularmente prefiro as menores”, detalha D’Agostino. Para atingir esse ponto, a atenção recai sobre a coqueteleira: “O gelo é o ingrediente fundamental, que faz o equilíbrio entre temperatura, diluição e textura”.

Para finalizar o drink, a tradição pede um twist de limão ou uma azeitona. Mas por que o fruto verde se tornou tão icônico na bebida? Além do charme visual incontestável, a azeitona contribui com um leve toque salgado, que ajuda a equilibrar o sabor seco da mistura. Como bônus, dizem que o petisco “abre o apetite”, o que torna o Martini o aperitivo ideal para o começo da noite.

No Coda, bar comandado por D’Agostino e especializado em martinis, esse momento do aperitivo foi elevado a outro patamar ao abraçar a tendência high & low. Por lá, a combinação improvável (e extremamente bem-sucedida) que virou referência é a de um Dry Martini clássico acompanhado por uma bela porção de batatas fritas.

“É curioso, mas nossos dois itens mais vendidos são justamente as fritas e o dry martini. Juntos, eles representam o espírito do bar: zero pretensão, máximo sabor. O high & low não é uma moda passageira, é um jeito de viver a gastronomia com mais personalidade”, afirma o bartender.

Aprenda a seguir como preparar o clássico em casa, com a receita do mixologista:

Receita de Dry Martini, por Alê D’Agostino

Ingredientes:

  • 70 ml de gin
  • 5 ml de vermute
  • 1 azeitona gordal
  • 1 zest (casca) de limão siciliano

Modo de preparo:

  • Adicione todas as bebidas em um mixing glass previamente resfriado.
  • Coloque gelo e mexa entre 10 e 12 segundos.
  • Coe o líquido para uma taça dry gelada.
  • Perfume a bebida com o zest de limão siciliano e decore com uma azeitona espetada no palito.
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