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Drink da Semana: Sangria, a “Alegria Compartilhada” da Espanha em Jarra

Símbolo dos verões espanhóis, a mistura de vinho e frutas atravessou séculos; o catalão Oscar Bosch, do Tanit, ensina a receita clássica

3 min

Símbolo dos verões espanhóis e de boas mesas compartilhadas entre amigos, a sangria é daqueles drinks feitos para celebrar. Colorida, refrescante e democrática, ela atravessou séculos sem perder a essência: misturar vinho, frutas e um pouco de criatividade.

Hoje, a receita ganhou incontáveis versões – com vinho branco, rosé e até espumante –, mas a combinação clássica continua sendo a mais popular. E, segundo o chef catalão Oscar Bosch, à frente do espanhol Tanit, em São Paulo, o segredo está justamente na simplicidade.

“A sangria é servida em momentos de festa e épocas de calor. É uma bebida muito presente em lugares turísticos justamente por esse motivo. É uma forma de celebrar a vida de forma compartilhada”, afirma ele.

Uma receita que nasceu há mais de 2 mil anos

Embora a sangria seja associada à Espanha e a Portugal, suas origens remontam à Antiguidade. Historiadores acreditam que os romanos, ao ocuparem a Península Ibérica por volta de 200 a.C., já misturavam vinho com água, ervas e especiarias. Na época, a prática ajudava a tornar a água mais segura para consumo.

O nome sangria vem da palavra “sangue”, em referência à coloração vermelha da receita tradicional feita com vinho tinto. Ao longo dos séculos, a bebida ganhou frutas cítricas, açúcar e, eventualmente, destilados e licores.

Sua popularidade foi tamanha que, em 2014, a União Europeia reconheceu oficialmente a sangria como um produto ligado à Península Ibérica. Bebidas semelhantes produzidas em outros países precisam ser rotuladas como “drink aromatizado à base de vinho”.

Mas talvez o maior segredo da sangria seja justamente a ausência de regras rígidas. A receita aceita diferentes frutas, vinhos e até espumantes. Não por acaso, é considerada uma das formas mais descomplicadas – e festivas – de beber vinho.

Como preparar a sangria clássica

Nascido na Catalunha, o chef Oscar Bosch cresceu nas cozinhas do Can Bosch, restaurante de seu pai que ostenta uma estrela Michelin há mais de três décadas na Espanha. Fez do Brasil a sua morada em 2009 e hoje lidera sucessos paulistanos como o Tanit (focado em culinária mediterrânea com pegada catalã), Nit Bar de Tapas, Mooi Mooi, Cala del Tanit e Bodega Pepito, além do novíssimo Marmotta Pasta Bar.

Confira a seguir a receita que o catalão serve em seus restaurantes:

Receita da sangria tradicional, por Oscar Bosch

Ingredientes

  • 1 garrafa (750 ml) de vinho tinto seco
  • 1 laranja em rodelas
  • 1 maçã em cubos
  • 1 limão em rodelas
  • 2 colheres (sopa) de açúcar
  • 50 ml de licor de laranja (opcional)
  • 300 ml de água com gás
  • Gelo a gosto

Modo de preparo

  1. Corte a laranja e o limão em rodelas e a maçã em cubos.
  2. Coloque as frutas em uma jarra e acrescente o açúcar.
  3. Despeje o vinho e mexa até dissolver o açúcar.
  4. Adicione o licor de laranja, se desejar.
  5. Leve à geladeira por pelo menos duas horas.
  6. Na hora de servir, acrescente bastante gelo e complete com água com gás.
  7. Misture delicadamente e sirva imediatamente.

Dicas essenciais

  • Prefira vinhos tintos secos, leves e com boa acidez. Com menos taninos
  • Deixe a mistura descansar por algumas horas antes de servir.
  • Use frutas frescas da estação para dar personalidade ao preparo.
  • Adicione a água com gás apenas no final, para preservar a efervescência.
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