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Conheça os Bairros Mais Caros de Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre

Levantamento do Índice FipeZAP mostra os valores de aluguel e venda nas capitais da região e explica os recordes no litoral de Santa Catarina

5 min

No Sul do Brasil, a dinâmica do mercado imobiliário é bem particular. É no litoral catarinense que estão as duas cidades com o preço médio do metro quadrado mais alto do Brasil em transações de compra e venda. No mercado de locação, a capital de Santa Catarina fica fora do pódio, mas ainda entre as mais caras.

Segundo dados do Índice FipeZAP de junho, calculado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX (Zap/VivaReal), o aluguel em Florianópolis tem um preço médio do metro quadrado em R$ 60,82 ao mês.

Trata-se do quinto metro quadrado mais caro do Brasil no mercado de aluguel de imóveis, atrás apenas de Barueri (R$ 72,24), São Paulo (R$ 64,98), Recife (R$ 64,06) e Belém (R$ 63,03).

Curitiba e Porto Alegre, por sua vez, operam com preços de locação em R$ 48,63 e R$ 45,51, abaixo da média nacional do índice.

No entanto, olhando para a estratificação por região, Porto Alegre tem o bairro mais caro de todos dentre todas as capitais do Sul — o Montserrat, cujo preço do aluguel beira os R$ 70 mensais por metro quadrado.

O local é uma área predominantemente residencial de alto padrão dentro da zona norte da capital gaúcha, com ampla infraestrutura urbana consolidada.

Abaixo, veja os bairros mais caros para alugar um imóvel em todas as capitais do Sul do Brasil.

Florianópolis (SC)

  • Agronômica — R$ 67,4/m²
  • Centro — R$ 63,6/m²
  • Trindade — R$ 63,1/m²
  • Saco dos Limões — R$ 61,5/m²
  • Itacorubi — R$ 59,5/m²

Curitiba (PR)

  • Batel — R$ 52,8/m²
  • Centro — R$ 51,8/m²
  • Cidade Industrial de Curitiba — R$ 51,4/m²
  • Água Verde — R$ 48,9/m²
  • Bigorrilho — R$ 48,9/m²

Porto Alegre (RS)

  • Montserrat — R$ 69,5/m²
  • Praia de Belas — R$ 60,6/m²
  • Moinhos de Vento — R$ 57,5/m²
  • Rio Branco — R$ 57,1/m²
  • Bela Vista — R$ 57,0/m²

Onde estão os valores astronômicos do litoral de SC

Olhando para transações de compra e venda de imóveis, o Índice FipeZAP aponta Itapema e Balneário Camboriú — ambas em Santa Catarina — como as cidades com o preço médio mais alto do Brasil, com R$ 15.327 e R$ 15.228, respectivamente.

Apesar de Itapema ter ultrapassado a cidade vizinha no preço médio, a estatística é fruto de uma dinâmica própria, explica Renato Monteiro, CEO da Sort Investimentos.

“Se tem uma ilusão de que Itapema ficou mais caro porque a média da cidade é de fato mais alta. Há, neste momento, muitos empreendimentos e muitos lançamentos. Mas se você olhar o preço de um imóvel de frente para o mar na orla de Balneário Camboriú, é praticamente o dobro de Itapema”, conta, em entrevista à Forbes.

O especialista frisa que esse cenário ocorre por conta do crescimento exacerbado de Balneário Camboriú nos últimos anos, movimento que tornou o destino altamente consolidado e sem mais tanta margem para crescimento e novos lançamentos.

“O mercado se consolidou muito, está com um preço alto, mas se torna interessante para o incorporador olhar para as cidades ao redor, porque lá tem um upside interessante. O investidor prefere o que está emergindo em detrimento do que já está consolidado.”

Nesse sentido, olhando por bairro, o local mais exclusivo, de fato, fica em Itajaí (SC). Por lá, a média da venda é de R$ 12.138 por metro quadrado.

No entanto, o Canto do Morcego é uma enseada localizada na extremidade norte da Praia Brava e, por lá, novos lançamentos têm superado os R$ 100 mil por metro quadrado.

No ano passado a gestão municipal criou o Parque Natural Municipal do Canto do Morcego, com cerca de 2,5 hectares — medida de preservação ambiental que aumentou a escassez e, por consequência elevou ainda mais os preços.

Por lá estão empreendimentos como o Scenarium Brava Norte, da FG Empreendimentos, com unidades anunciadas entre R$ 12,5 milhões e R$ 48,6 milhões, ou o Bravíssima Private Residence, com apartamentos a partir de R$ 31 milhões.

Onde se paga mais para comprar um imóvel em Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre

Olhando apenas para as capitais do Sul do Brasil, onde as propriedades possuem preços significativamente mais baixos, é no Paraná que fica o bairro mais caro.

O Batel, em Curitiba, mostra um preço médio para compra de R$ 17,5 mil, sendo o bairro mais caro da capital paranaense, à frente do Bigorrilho e de Juvevê.

O bairro é vizinho do centro da capital, com relativo prestígio urbano, com infraestrutura, segurança e avenidas bem planejadas, além da localização estratégica e de uma oferta limitada de terrenos em uma área que já é consolidada.

Na capital catarinense, a Agronômica leva o título de bairro mais caro, com preço médio acima de R$ 16 mil, também superando o Centro, que ocupa o segundo lugar do ranking.

Por lá, a escassez também é um fator decisivo. A Baía Norte a leste e o Morro da Cruz (área de preservação permanente) a oeste criam uma área geograficamente fechada. Com pouca margem para expansão, o preço do metro quadrado subiu consideravelmente e se manteve como o mais caro da cidade.

Na capital gaúcha, o Montserrat também ocupa o topo do ranking olhando para compra e venda, com preço médio de R$ 11,3 mil.

Abaixo, veja os bairros mais caros para comprar um imóvel em todas as capitais do Sul do Brasil.

Florianópolis (SC)

  • Agronômica — R$ 16.440/m²
  • Centro — R$ 14.230/m²
  • Córrego Grande — R$ 14.145/m²
  • Itacorubi — R$ 12.784/m²
  • Trindade — R$ 12.489/m²

Curitiba (PR)

  • Batel — R$ 17.502/m²
  • Bigorrilho — R$ 14.320/m²
  • Juvevê — R$ 13.573/m²
  • Ahú — R$ 13.444/m²
  • Água Verde — R$ 12.429/m²

Porto Alegre (RS)

  • Montserrat — R$ 11.328/m²
  • Rio Branco — R$ 10.577/m²
  • Moinhos de Vento — R$ 10.576/m²
  • Bela Vista — R$ 10.418/m²
  • Praia de Belas — R$ 10.056/m²
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