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Drink da Semana: Aperol Spritz, o Italiano Que Domina o Happy Hour

Leve, refrescante e amargo na medida: entenda o sucesso do coquetel e aprenda a preparar o aperitivo que é sinônimo de verão e de fim de expediente

4 min

Uma taça grande, tom alaranjado vibrante, muito gelo e borbulhas. O Aperol Spritz é aquele drink que decreta o fim do dia de trabalho. Na praia, na piscina ou antes do jantar, ele funciona como a transição perfeita para desacelerar e abrir o apetite.

Com sua pegada leve e refrescante, ele se tornou a cara do happy hour italiano. A receita não tem segredo: espumante, Aperol e água com gás, em uma combinação que equilibra doçura e amargor sutil na medida certa. Fácil de beber e de gostar, a mistura ganhou os bares de ponta a ponta e hoje figura no topo da lista dos coquetéis mais consumidos do mundo.

Mas como uma bebida que, até 20 anos atrás, era encontrada principalmente em tabernas humildes da região do Vêneto, na Itália, conquistou o mundo?

A origem: da Áustria a Veneza e ao marketing global

A história começa antes mesmo do Aperol existir. O Spritz nasceu no Vêneto, no norte da Itália, no século 19, quando soldados austríacos que viviam na região (quando ela ainda fazia parte do Império Austríaco) achavam os vinhos locais fortes demais. Para deixá-los mais próximos da bebida a que estavam acostumados, acrescentavam um pouco de água – ou spritzen, em alemão, algo como “borrifar”.

Com o tempo, o vinho branco e a água deram lugar ao espumante e à água com gás, e o drinque passou a incorporar diferentes tipos de bitter. Nascia a categoria dos Spritz. Em Veneza, o Select é um dos mais tradicionais bitters; Campari, Cynar e Aperol também ganharam espaço.

O Aperol, especificamente, nasceu em Pádua em 1919, criado pelos irmãos Luigi e Silvio Barbieri depois de sete anos de experimentos. A fórmula combina laranja amarga, ruibarbo, genciana e outras ervas e especiarias. Mais leve e menos amargo que o Campari, o aperitivo encontrou seu lugar nos bares italianos ao longo do século 20.

A receita que conhecemos hoje, com espumante, Aperol e água com gás, ganhou força a partir dos anos 1950. Mas foi somente em 2003, depois que o Grupo Campari comprou a marca, que o Aperol Spritz começou sua expansão internacional. O que era um ritual cotidiano (e barato) do Vêneto virou uma espécie de sinônimo do lifestyle e do verão italiano – e, depois, do verão mundo afora.

Divulgação/AperolNa Itália, o Aperol Spritz é o símbolo da desaceleração pós-trabalho

Hoje, o Aperol é a galinha dos ovos de ouro do Grupo Campari, respondendo por cerca de um quarto de todo o faturamento da companhia. E com um mercado cada vez mais competitivo, a gigante das bebidas segue injetando cifras polpudas para garantir que o aperitivo não perca sua popularidade.

A receita clássica do Aperol Spritz

A seguir, Nicholas Fullen, do Locale Café, ensina a proporção exata e o pulo do gato para o Aperol Spritz perfeito. Confira:

Ingredientes:

  • 120 ml de espumante (use sempre um Brut de qualidade)
  • 120 ml de Aperol
  • 30 ml de água com gás
  • Uma rodela de laranja

O preparo:

  1. Encha uma taça de vinho com bastante gelo e posicione a rodela de laranja.
  2. Sirva o espumante, seguido pelo Aperol e, por fim, água com gás.
  3. Enfim, misture delicadamente até tudo ficar homogêneo. 
  • A dica do especialista: Para trazer mais complexidade aromática ao clássico, Fullen recomenda adicionar 2 dashes de bitter de laranja logo após a água com gás, antes de misturar.
DivulgaçãoO Aperol Spritz do Locale

A Família Spritz: Variações para explorar

A lógica do spritz (espumante, licor/amaro e água com gás) é infinitamente versátil. Se você já domina o clássico com Aperol, vale a pena experimentar outras vertentes que têm ganhado os balcões:

  • Hugo Spritz: Uma versão mais leve, doce e floral, que substitui o amargor pelo frescor botânico do licor ou xarope de flor de sabugueiro (como o St-Germain), decorado com hortelã fresca e limão.
  • Limoncello Spritz: Um passaporte direto para a Costa Amalfitana. Leva Limoncello no lugar do bitter, entregando um perfil cítrico, doce e vibrante.
  • Outros Clássicos: O versátil formato permite substituições ricas, utilizando bases como Campari (mais potente e amargo), Lillet, Cynar ou Select – este último, o favorito dos moradores de Veneza.
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