Depois do IPO, Méliuz quer implementar o cashback em 44 países

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O CEO do Méliuz, Israel Salmen

O Méliuz, marketplace que oferece cashback para cada compra efetuada em umas de suas lojas parceiras, teve um ano positivo em 2020. Os resultados financeiros foram os melhores já registrados e a empresa abriu capital na B3 em novembro do ano passado, operação na qual levantou R$ 300 milhões. Para o CEO da companhia, Israel Salmen, o foco em 2021 deve permanecer no crescimento e expansão, mas sem se prender ao mercado brasileiro.

Embora a pretensão não seja focar 100% dos esforços em uma operação global ao longo deste ano, o Méliuz já fez sua primeira movimentação de olho no comércio eletrônico internacional: em fevereiro, adquiriu a Picodi por R$ 120 milhões. Com atuação em 44 países, a plataforma polonesa de cupons tem um tráfego anual de 68 milhões de visitantes e parceria com 12 mil lojas.

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Em entrevista à Forbes, Salmen diz que a perspectiva não é levar a marca e o nome do Méliuz para os 44 países onde a Picodi atua, mas sim implementar a cultura do cashback na empresa polonesa. “Hoje, eles se posicionam como um site de cupom de descontos e ainda não oferecem cashback para os usuários”, diz. “Nós queremos levar o nosso conhecimento sobre o assunto e ajudá-los a implementar o cashback em uma escala maior, como fizemos aqui no Brasil”.

Com a compra, o Méliuz tem pretensão de replicar as estratégias utilizadas para popularizar o cashback. Para isso, contará com a equipe de 94 pessoas da Picodi. “Com a operação, conseguimos comprar uma empresa com um time fantástico e nós, aqui do nosso lado, alocamos duas pessoas do time Méliuz para esse desafio”, afirma o executivo. A agenda, segundo o CEO, é implementar o cashback na plataforma polonesa nos próximos seis meses.

Os planos nacionais do Méliuz

A expansão para 44 países, ainda que indiretamente com a marca Picodi, não afastará os planos do Méliuz de crescer no mercado brasileiro. “Com a aquisição, passamos a ter duas avenidas de crescimento. Uma internacional e uma aqui no Brasil”, diz Salmen. “Os desafios estão bem traçados para as duas equipes.” No país, o foco é, de acordo com o CEO, reforçar a oferta de lojas do marketplace e dar uma atenção especial para o cartão de crédito da marca.

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Lançado em 2019, o cartão, desenvolvido em parceria com o Banco Pan, não possui anuidade e oferece cashback de até 1,8% em compras realizadas. A tarjeta teve o seu melhor ano em 2020, segundo Salmen. Apenas no último trimestre de 2020, foram 1,4 milhão de solicitações do total de 3 milhões do ano todo. Comparado a 2019, houve um aumento de 16 vezes no número de pedidos.

Se a configuração financeira do Méliuz permanecer como tem sido nos últimos anos, tanto o cartão de crédito, quanto o marketplace, devem apresentar crescimento em 2021. Em termos financeiros, a empresa teve uma receita líquida de R$ 82 milhões em 2020, ainda sem os dados do último trimestre, valor que já é o maior resultado desde a fundação da empresa em 2011.

De 2019 para o ano passado, sem contar os dados do último trimestre, a empresa teve 2,5 milhões de novas contas abertas, totalizando um crescimento de R$ 501 milhões em transações realizadas por meio do marketplace e do cartão de crédito. Acompanhando esse incremento, a empresa também aumentou o seu número de funcionários, que saiu de 135, em novembro de 2020, para 180 neste mês.

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